Livros para quem quer escrever livros

Para escrever, precisei ler e muito. Fiz uma lista das autoras que me acompanharam nesse processo de escrita.

Quando eu era criança, minha cidade ainda tinha livrarias. No plural. Hoje, apenas um sebo e algumas estantes numa loja de presente. Acho que eu devia ter uns dez ou doze anos quando fui nessa livraria com a mãe e ela leu a mensagem adesivada na vitrine. Algo como “que lê bem, ouve bem e vive melhor”. Não lembro exatamente da frase, mas lembro da voz da mãe me dizendo isso como uma verdade. Ela, que nunca foi uma leitora. Para escrever, precisei ler e muito. Fiz uma lista das autoras que me acompanharam nesse processo de escrita. 

 

Frantumaglia, Elena Ferrante

Em entrevistas, e-mails ou cartas, Ferrante conta sobre a construção de suas personagens, referências, relação com a Literatura e as palavras. Está tudo ali sobre seu maior problema: contar uma boa história.

 

Fun Home e Você é minha Mãe, Alison Bechdel

É aquilo, quem rouba duas vezes, rouba três. As HQs de Bechdel falam sobre morte, luto, a relação com os pais, psicanálise, literatura e processo criativo. Além de serem ótimas histórias.

 

Um teto todo seu, Virgina Woolf

“Vocês têm noção de quantos livros sobre mulheres são escritos no decorrer de um ano? Vocês têm noção de quantos são escritos por homens? Tem ciência de que vocês são talvez o animal mais debatido do universo?”, pergunta Woolf. Uma leitura essencial.  

 

Diários, Maria Gabriela Llhansol

Roubei. Roubei com força por não ser apenas um livro, mas três. Em seus diários – Um falcão no punho; Finita e Inquérito às quatro confidências –, Llhansol faz inúmeras e pertinentes e poéticas análises sobre o processo da escrita. Atualmente, os livros estão esgotados e tive um momento de sorte num sebo on-line. Vale cada segundo de busca obsessiva. 

 

O olho mais azul, Toni Morrison

Li para um encontro do Leia Mulheres Marília e lembro de ter me impressionado com o que Morrison faz com as palavras. Ao fim, o Posfácio escrito décadas depois da primeira edição, é uma aula de como um livro é construído antes das palavras chegarem ao papel. 

 

Diários I e II, Susan Sontag

Outro furto. Sontag fala de tudo, absolutamente tudo, inclusive de si e da escrita. Seus diários nos dão a oportunidade de conhecer um pouco mais de como ela pensou e estruturou todas as suas teorias e livros.

 

Fabrina Martinez é leitora, jornalista e escritora. Nasceu em Campo Grande (MS) e mora em Marília, interior de São Paulo. Comtemplada pelo Edital PROAC Nº 17/2019 – Produção e Publicação de Obras de Ficção, Sabendo que é minha é seu primeiro livro e foi publicado pela Editora Jandaíra na primavera de 2020. Esse site é parte integrante do projeto. O livro pode ser comprado aqui.

Compartilhe!
Deixe seu comentário

Leia mais em:

Leia Também

Texto sincerão sobre o Proac
14/01/2021
Texto sincerão sobre o Proac
Sobre 2020 e a publicação de Sabendo que és minha
31/12/2020
Sobre 2020 e a publicação de Sabendo que és minha
No começo, era um blog
24/11/2020
No começo, era um blog
Quando o livro acontece?
24/09/2020
Quando o livro acontece?
Assine gratuitamente a newsletter * Fabrina com F * e receba toda semana o puro suco dos blogs da década de 2000. Narrativas, anginas, digressões, resenhas e comentários feitos por uma mulher que escreve.
Fabrina Martinez - Escritora, poeta, jornalista.

Fabrina Martinez - Escritora, poeta, jornalista.

Proac