Projetos e editais: relato da minha experiência

Escrever um projeto é estabelecer um diálogo iniciado por um edital. Exige tempo, dedicação e conhecimento como qualquer outra atividade mas, sobretudo, a capacidade de organizar em palavras o que se propõe realizar.
Escrever um projeto é estabelecer um diálogo iniciado por um edital. Exige tempo, dedicação e conhecimento como qualquer outra atividade mas, sobretudo, a capacidade de organizar em palavras o que se propõe realizar. Pensei em dividir minha experiência com o ProAc, que está com vários editais abertos, para quem tiver interesse. Em 2019, quando fui contemplada com uma bolsa ProAc para a publicação da novela Sabendo que és minha, não tinha nenhuma experiência com editais públicos ou privadoss, mas tinha (e ainda tenho) com elaboração e acompanhamento de projetos, Tanto acadêmicos (do mestrado) quanto de empresas privadas (sou jornalista e atuo há anos na área corporativa). Não tenho especialização, somente experiência. Falando nisso, o livro será lançado agora em setembro pela Jandaíra (ex Pólen Livros).

A primeira coisa a fazer é ler todo o edital. Parece óbvio, mas não é. Leia o edital do começo ao fim, todos os parágrafos. Acredite, isso importa. O seu projeto pode ser desclassificado por detalhes. Seja detalhista. Feito isso, pergunte se o que você deseja publicar/divulgar atende ao que o edital propõe financiar. Cada manifestação artística tem suas características, peculiaridades e soluções. Portanto, o edital é algo que dialoga com seu projeto. A segunda coisa é colocar o seu desejo no tempo, no espaço e na realidade. Ou seja, responder às perguntas: O que você vai fazer? Quanto? Quando? Por quanto tempo? Com quem? Como vai fazer? Por que fazer? Ao responder essas perguntas, perceba se elas dialogam com o que é proposto pelo edital propõe. Sim? Escreva. Leia. Revise. O projeto precisa ter começo, meio e fim.

Considere o poder transformador da arte. Em geral, todo edital pede uma contrapartida. Esse é o momento de pensar nas várias formas de compartilhar isso com as pessoas, formas que vão além da proposta inicial de publicar um livro ou gravar músicas ou escrever um roteiro. Envolva a comunidade e projetos sociais. Vá além. Por fim, estou linkando a mesa do Festival Leia Mulheres em que foram apresentadas várias formas de publicar e encontrar o leitor. De editais, projetos, oficinas, residências literárias, chamadas, entre outras. O vídeo fala sobre literatura mas pode ajudar a pensar em outros meios também. Algo importante a ser dito é: faça. Simplesmente faça.
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Fabrina Martinez - Escritora, poeta, jornalista.

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