Texto sincerão sobre o Proac

Sabe quando a blogueira fala que vai mostrar alguma coisa porque as pessoas perguntaram e a gente fica meio que “será mesmo?” mas nem sempre pula o que ela fala. Precisamos dessa energia aqui no texto. Algumas pessoas me perguntam sobre como consegui que o projeto de Sabendo Que És Minha fosse aprovado no Proac, em 2019. Já fiz um texto sobre isso aqui e acho que chegou o momento de ser brutalmente honesta sobre meu processo. A primeira coisa a saber é: não sou um alecrim dourado. Atualmente acredito que ninguém seja.

Escrever um projeto é escrever. Precisa ter começo, meio e fim. Nesse caso, há uma informação muito objetiva a ser passada e é preciso ter isso sempre em mente. O que você quer publicar? Quais as suas referências? O que você escreveu sobre isso até agora? O que você escreveu? Como você vai escrever (acredite como escrever envolve bem mais que a dúvida de usar lápis ou computador)? Você leu o edital ou estudou as pessoas que passaram?


Aí chegamos no ponto blogueira. De tempos em tempos (note que estou sendo honesta), recebo um pedido para verem o projeto aprovado. O que eu faço? Compartilho. Assim, de graça. Quando eu fui me inscrever no Proac, os projetos ficavam disponíveis no site da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e eu consultei vários. Nem dois, nem três. Vários. Porque eu negaria meu projeto a alguém considerando que ele foi viabilizado pelo dinheiro público?

O que digo ao entregar? Toma, essa é a expectativa. A realidade é outra coisa. Escrevi um livro e estou me debatendo para fazer a prestação de contas parcial por causas que jamais previ ao escrever o projeto. E nem estou falando só da pandemia. Claro que a pandemia conta. Conta e muito. Muito mesmo. Mas é preciso olhar para a realidade. Por exemplo, uma das minhas contrapartidas era ministrar oficinas de escrita e leitura. Consegui? Não. Não queria fazer online e esperei até agora na expectativa de ser pessoal. Inocente? Demais.

Escrever um projeto é narrar um plano com todos os detalhes. É um guia para consultarmos sempre que bate aquela dúvida clássica de “o que eu faço agora” e ter um planejamento é saber que você não vai ou não pode dar conta de tudo dentro do prazo, mas aquele planejamento te permite ver o que é prioritário naquele momento. Por fim, meu erro mais grave foi subestimar o tempo. Não temos tempo pra tudo. É preciso priorizar, como qualquer um sabe. Seja honesto com o tempo investido nas coisas e segue o baile.

Foto de capa: Paula Mello
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Fabrina Martinez - Escritora, poeta, jornalista.

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